terça-feira, julho 22, 2008

Dentro do Táxi!

Estou no aeroporto de Congonhas aguardando que você traga para mim alguns documentos que tenho que levar na viagem. Você está na região da Av. Paulista e precisa chegar o quanto antes no aeroporto. Decide então pegar um táxi, chama o taxista mais próximo e pergunta: “Sr., daqui para o aeroporto de Congonhas quanto tempo levaria – qual sua estimativa?” O taxista provavelmente olharia no relógio, no máximo consultaria pelo rádio sobre como o trânsito está naquela região (não, ele não usaria APF) e, de acordo com sua experiência, lhe daria uma estimava: “Olha, nesse horário creio que em 30 minutos estejamos por lá”. Você acha a estimativa satisfatória e pega o táxi.
Ao chegar no aeroporto você percebe que o táxi levou 80 minutos para chegar até o destino, e ao invés de custar R$ 35 (como previsto), custou R$ 90. O que você fará com o taxista? Irá processá-lo? Mas veja, você estava dentro do táxi o tempo todo e percebeu que ele fez o possível para chegar a tempo, se esforçou. Você viu que o trânsito estava ruim e que um grave acidente no meio do caminho piorou as coisas. Você viu que quando isso aconteceu o taxista tentou pegar um outro caminho para fugir do trânsito e, por mais que a estratégia tenha sido boa, não foi suficiente para chegar a tempo. O que você fará? Há uma probabilidade muito grande de você, mesmo chateado, pagar o taxista e entender o lado dele, afinal você viu o quanto ele se esforçou.
Agora, no mesmo cenário, imagine que, ao invés de ir no táxi, você apenas contrata o taxista para levar os documentos para o aeroporto. Ele lhe deu a mesma estimativa de tempo e custo. No entanto, 80 minutos depois ele lhe liga e diz: “Olha, o trânsito estava muito complicado...só cheguei agora, o custo foi R$ 90 ao invés de R$ 35”. Qual será sua reação agora? O que você pensará?
Bom, para 100% das pessoas que conto essa "historinha" a resposta é sempre a mesma “Vou achar que o taxista está me enrolando...que ele deu voltas e mais voltas para que o valor da corrida fosse mais alto”.
Moral da história? Coloque seu cliente “dentro do táxi” sempre, só assim ele entenderá o seu processo e suas dificuldades para alcançar o sucesso do projeto. Mantendo-o de fora ele sempre achará que você está querendo “se dar bem”. Pense nisso!

terça-feira, julho 15, 2008

Agile Requirements Workshop - Nova turma


Após o sucesso da primeira turma, eu e o Adail Retamal estaremos novamente realizando o workshop Agile Requirements em São Paulo/SP, onde apresentaremos importantes técnicas para elaboração e manutenção de um Product Backlog com qualidade e garantia de ROI(Return of Investment).

NOVA DATA: 23/08/08
Horário: 09 às 18hs
Local: Hotel InterCity Ibirapuera
Informações (conteúdo, investimento, etc.): Veja o pdf de divulgação
Inscrições: www.heptagon.com.br

quarta-feira, julho 02, 2008

Agile versus Lean

Martin Fowler, que dispensa apresentações, publicou recentemente seus pensamentos em volta da discussão "Agile vs. Lean". Penso que é importante para todos os envolvidos com abordagens ágeis conhecer um pouco mais sobre o Sistema Toyota de Produção, ou simplesmente Lean, até para entender bem da origem de tudo, e para enxergar como, assim como para a Toyota os fatores de mudança cultural foram fundamentais para o alcance do sucesso, o mesmo é válido para as empresas que buscam sucesso com Agile.
E quanto à Lean ou Agile, bem...Fowler disse tudo: "So as you can see, lean and agile are deeply intertwined in the software world. You can't really talk about them being alternatives, if you are doing agile you are doing lean and vice-versa."
Quem leu "O Modelo Toyota" de Jeffrey K. Liker já sabe que cultura é tudo para Lean, e, concatenando isso com o post do Martin Fowler, cultura é tudo para Agile!