quinta-feira, março 20, 2008

New York, New York

A convite da colega Larissa Birmingham, estarei em Nova York na última quinzena do mês de julho para proferir uma palestra sobre questões culturais e Scrum em uma reunião empresarial composta por empresas da cidade que estão em processo de implantação de Scrum. A palestra que estarei proferindo tem o título "Was Socrates a ScrumMaster?" e trata da apresentação de técnicas de facilitação e comunicação nos ensinadas por Sócrates e que são extremamente úteis para alguém que atue no papel de ScrumMaster. É isso aí, Scrum também é cultura! :)
Aproveitarei a passagem pela terra yankee e ficarei mais alguns dias para assitir ao treinamento "Agile 201: A Practicum for those who want to win with Scrum" que será ministrado por Jeff Sutherland e Joe Little.

quarta-feira, março 19, 2008

Scrum @ Fortaleza

Recentemente tive uma rápida e agitada passagem pela capital cearense, fiquei muito feliz com que o que vi por lá. Vejo nos profissionais de Fortaleza (e cidades vizinhas) pessoas com grande vibração e capacidade para quebrar paradigmas e fazer alavancar as abordagens ágeis naquela região do Brasil.
Minha primeira atividade em Fortaleza foi a convite do SPIN-Ceará. Proferi a palestra "Falando sobre Scrum" em reunião do grupo que foi realizada no Instituto Atlântico. A boa surpresa foi que na véspera do evento os organizadores tiveram que realizar uma troca de auditório pois todas as vagas estavam esgotadas e ainda estavam tendo bastante procura para as inscrições. A palestra foi muito boa, o público bastante interativo e sempre colocando perguntas bem relevantes.
A segunda parada foi na Fortes Treinamentos onde ministrei o workshop "Gerenciamento de Projetos de Software com Scrum". Turma lotada com mais de 30 alunos, muito debate, muito aprendizado e um resultado final que me deixou com vontade de voltar o quanto antes à Fortaleza, parabéns aos alunos dessa turma e a empresas como Serpro, Unimed Fortaleza, Farmácias Pague Menos (e outras) que participaram do treinamento e estão buscando melhorias em seus processos com o uso do Scrum.
Minha última parada foi para ministrar o treinamento de "Product Owner" para a equipe da Fortes Informática. A Fortes é uma das pioneiras no uso de XP (Extreme Programming) no Brasil e possui uma equipe de altíssimo nível. Como tivemos uma limitação de horário, acabei focando o workshop no processo de manutenção do Product Backlog e na garantia do ROI. O resultado foi bastante satisfatório.

Agradeço a todos os participantes dos treinamentos e workshops que realizei em Fortaleza, ao colega Clavius Tales do Grupo Fortes, um grande incentivador de minha ida à Fortaleza, e ao SPIN-Ceará pelo convite para a palestra. Espero voltar em breve e colaborar ao máximo para o crescimento de Scrum nesta cidade "calorosamente" ágil :)

domingo, março 09, 2008

09/03/08: 14 anos sem Bukowski

"Não há nada que ensine mais do que se reorganizar depois do fracasso e seguir em frente. Mas a maioria das pessoas fica paralisada de medo. Elas têm tanto medo do fracasso que acabam fracassando.(...)”

"A diferença entre um louco e um profissional é que um profissional faz o máximo que pode de acordo com o que se propôs a fazer, ao passo que um louco faz excepcionalmente bem o que não consegue deixar de fazer.”

sábado, março 08, 2008

A feijoada Scrum: isto nunca vai funcionar aqui!

Nos últimos anos tenho dedicado bastante tempo a questões relacionadas a projetos de software, e quem me conhece e me acompanha sabe que a questão cultural das empresas é um dos pontos que mais tenho cuidado quando da implantação de processos ágeis. É comum ouvirmos a frase “Isto nunca vai funcionar aqui!” quando estamos no processo de ensino e implantação de Scrum em uma empresa. Mas por que Scrum ao mesmo tempo que é tão empolgante parece estar tão distante da realidade do dia-a-dia das empresas? Bom, primeiramente vamos a uma definição simplificada do que é Scrum: Scrum é um framework iterativo e incremental para o gerenciamento de projetos.
Agora se pergunte: O que está mais difícil implantar na sua empresa:
a)O conceito de projetos?
b)O processo iterativo e incremental?
c)As práticas do Scrum?
Por mais simples que possa parecer, esta pergunta é necessária. Analise comigo, se não há cultura de projetos na sua empresa para que você precisaria de um framework de gerenciamento de projetos? É o mesmo caso de você procurar um restaurante especializado em feijoada e não querer comer feijoada, o problema não está no restaurante mas sim no fato de você não querer feijoada, ou seja, qualquer restaurante especializado em feijoada que você procure parecerá estranho e não lhe agradará. A única solução para este caso é abrir uma entrada para que seja criada na empresa uma cultura de projetos e em seguida, aí sim, utilizar um framework para gerenciamento de projetos (lembre-se, não adianta pedir feijoada sem gostar de feijão...não adianta pedir Scrum sem ter projetos).
Mas digamos que você já tenha uma cultura de projetos na sua empresa e esteja querendo utilizar Scrum. Ao se deparar com as questões de entregas do produto em iterações você se assunta! Onde estão as fases? Como assim entregar o produto aos pedaços? Aqui não estamos falando unicamente de Scrum, mas sim dos processos iterativos como um todo! Por exemplo, RUP é iterativo e incremental (como Scrum)...mas – infelizmente - poucos o utilizam como tal. As pessoas – em sua maioria – mutilam o RUP removendo uma das sua maiores virtudes, ser iterativo e incremental. É como ir a um restaurante de feijoada, pedir feijoada e remover todos (exatamente todos) os seus ingredientes...pode até ficar gostoso /funcionar(pode?) mas não é feijoada é simplesmente feijão preto. Assim como o RUP sem processo iterativo, pode até funcionar (pode?) mas é waterfall!
O que quero dizer com este post? Que na maioria das vezes que você achar que Scrum não é para sua empresa você deve se perguntar – sinceramente – se o que está atrapalhando é a não existência da cultura de projetos, a não aceitação de entregas iterativas ou as práticas de Scrum. Somente no último caso você deve afirmar que Scrum é o problema, em qualquer uma das outras alternativas, questões culturais precisam ser trabalhadas para que seja criado um ambiente voltado a projetos... iterativos e, aí sim, utilizando Scrum.