segunda-feira, dezembro 29, 2008

45 novos Certified ScrumMasters em São Paulo e Salvador

No período de 16 a 21 de dezembro rodei minhas 3 últimas turmas do ano:
- A primeira foi uma turma aberta em São Paulo, uma turma bastante interessante pela quantidade de debate que tivemos em volta da resistência cultural que envolve a utilização de Scrum em projetos. Inicia turma, termina turma, e as perguntas "Como vou vender isso? Como vou elaborar contratos que aceitem isso?" sempre se repetem. O José Papo tem postado em seu blog coisas bem interessantes sobre o assunto, sugiro a leitura. No entanto, como sempre falo em meus treinamentos, eu acredito fortemente que a melhor "solução contratual" ou da "forma de vender" deve ser discutida com as pessoas de contrato e vendas da sua empresa! Foram essas pessoas que estudaram estratégias para elaborar boas formas de vendas para serviços e produtos, essas pessoas estudaram formas de elaborar bons contratos. Essas pessoas podem lhe ajudar! Eu digo isso porque ao longo dos últimos anos tenho visto em muitos clientes a TI perder dias, semanas e meses adiando o uso de "Agile" por ainda não ter encontrado uma boa forma de vender ou de colocar tudo isso em contrato. Ao chamar alguém da área de negócios e jurídico, muitas vezes a coisa é resolvida em horas.
- A segunda turma foi especial pois foi uma turma fechada para a equipe da Borland Latin America. Tenho um carinho muito especial por essa empresa, que praticamente me formou profissionalmente durante todo o período que lá trabalhei. Apesar de muitos amigos não mais estarem por lá, ainda restam muitos conhecidos. A Borland continua reunindo profissionais com um nível muito bom no Brasil, e está bastante envolvida com Agile em suas ferramentas, no seu R&D nos Estados Unidos e com a comunidade, apoiando eventos lá fora (como o Agile 2008) e por aqui (como o Falando em Agile). Foram dois dias muito divertidos e gratificantes!
- Por fim fui a Salvador para ministrar minha última turma do ano, uma turma que já havia sido adiada da semana anterior devido a uma solidária virose que me derrubou. Agora, imaginem os seguintes acontecimentos: overbooking, conexões, aeroportos no fim de semana véspera de Natal, atrasos de mais de 02 horas, bagagem perdida...pois é, esses foram apenas alguns dos ingredientes desta turma. No entanto, superamos todos os obstáculos e o treinamento foi fantástico, méritos para a turma! Conheci pessoas maravilhosas que me deixaram extremamente à vontade para realizar um treinamento divertidíssimo e com bastantes atividades e conhecimento. Em 2009 devo voltar a Salvador (agora munido de fitas do Bonfim...rs) para uma turma de Certified Scrum Product Owner.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

A Experiência do Usuário - Pt. I

Acho que todos conhecem um pouco de Steve Jobs. Para alguns um ídolo, para outros um elitista miserável...mas para quase todos um exemplo de criatividade, persistência e sucesso...Jobs sabe bem quem é seu usuário, e isso fez a diferença em muitos momentos de sua história. Recentemente comecei a ler o livro "Inside Steve's Brain" de Leander Kahney, vamos a dois trechos bem interessantes:

John Sculley me contou que Jobs sempre se concentrava na experiência do usuário. "Ele olhava para as coisas pensando no que seria a experiência do usuário", disse Sculley. "Mas, ao contrário de outras pessoas envolvidas com marketing de produtos naquela época, que fariam testes com consumidores, perguntando às pessoas o que queriam, Steve não acreditava nisto. Ele dizia: 'Como é que eu posso perguntar às pessoas como um computador baseado em uma interface gráfica deveria ser quando elas não têm a menor idéia do que seja um computador baseado em uma interface gráfica? Ninguém jamais viu algo assim.'"

Jobs é o grupo de foco de um homem só da Apple. Uma das suas maiores vantagens é que ele não é um engenheiro. Jobs não tem um treinamento formal em engenharia ou programação. Não tem um MBA. Na verdade, não é formado em coisa alguma, pois abandonou a faculdade. Jobs não pensa como um engenheiro, mas sim como um leigo, o que faz dele a mais perfeita bancada de testes para os produtos da Apple. Ele é o Homem Comum da Apple, o cliente ideal da empresa. (...) (Jobs) tem conhecimentos técnicos suficientes para seguir as tendências, como um bom analista do mercado de ações. Tem o ponto de vista do leigo. É uma grande vantagem"

Pensar na experiência do usuário, isso é algo que realmente faz a diferença na hora de desenvolver produtos. Penso que, no mundo de desenvolvimento de software, User Stories é algo que ajuda os times a pensar nesta experiência. User Stories bem escritas, com um forte uso de Personas, ajudam times a ter o tal "ponto de vista do leigo" citado por Jobs, fazem até melhor...fazem com que times conheçam seu usuário tão fortemente a ponto de realmente pensar com a cabeça dele.

[continua]

segunda-feira, dezembro 08, 2008

13 novos Certified ScrumMasters em Florianópolis

Eu sou suspeito para falar qualquer coisa sobre Florianópolis. Eu realmente adoro aquele lugar! A cidade, as pessoas, enfim. Na última semana realizei uma turma de Certified ScrumMaster por lá, e foi fantástico! Para completar, o local onde realizamos o treinamento tinha todos os ingredientes necessários para uma boa turma...boa infra-estrutura, tranqüilidade, boa comida e inserido em um local paradisíaco.


A turma foi realmente muito boa, com profissionais com um nível muito bom não só de Scrum, mas de gerenciamento de projetos como um todo, além de um excelente bom-humor! :)

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Falando em Agile 2008: Scrum na Globo.com

Disponível o vídeo da excelente palestra do Danilo Bardusco no Falando em Agile 2008: Scrum na Globo.com - Derrubando mitos!

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Meu livro

Ok, já era hora de dar uma posição sobre isso, certo? Bom, depois de muitas idas e vindas, gostaria de informar à comunidade que meu livro sobre Scrum será finalmente lançado em fevereiro de 2009, primeiramente na língua portuguesa mas, muito possivelmente em um outro mês ainda de 2009, também na língua inglesa.

Fique atento, em breve mais notícias aqui no aXblog!

terça-feira, novembro 25, 2008

Está Agile virando prescritivo?

O título deste post representa a pergunta que me tenho feito nos últimos dias: está Agile virando algo prescritivo? O que tem me levado a pensar nisso é a quantidade absurda de posts e mensagens em listas dizendo que Agile assim vai pro buraco, se misturar com granola vai fazer mal, e principalmente: se você não fizer do jeito que eu estou fazendo (ou dizendo que faço) você vai se ferrar! Parece que apenas um grupo de pessoas sabe "o que é ser ágil!", parece que apenas um grupo de pessoas consegue entender o "real significado do manifesto ágil"...e lógico, a culpa é do Scrum, suas certificações e seus Trainers. A velha "solução" aparece novamente, assim como buscar culpados no fim trágico de um projeto e demitir o gerente de projeto, temos que achar algum culpado para toda essa bagunça: Scrum, lógico!

Agora penso, se Agile é empírico, se sabemos que a solução que é aplicada na empresa A não necessariamente vai funcionar na empresa B...como podemos simplesmente dizer: você não é ágil! Por que? Ora, porque você não está fazendo do jeito que eu faria...simples assim! Francamente...

Vou transcrever abaixo alguma das coisas que eu, um dos tais cst's, falo em sala de aula:

- Scrum é simples, mas não é fácil!
- Scrum não resolve seus problemas, uma de suas vantagens é simplesmente lhe mostrar os problemas o quanto antes, e não resolvê-los (quem resolve problemas são humanos e não métodos).
- Seu CSM é apenas o início de uma caminhada e não significa que você é praticante em Scrum, ou algo do gênero. Qual o próximo passo? Vá praticar!
- Scrum "cuida" apenas do gerenciamento do seu projeto, portanto se o projeto ao qual você estará envolvido seja para a construção de software, você precisará de práticas para cuidar da sua engenharia. Práticas de XP ou FDD são boas opções.
- A parte processo, ferramenta e pessoas do Scrum não garante o seu sucesso; a parte cultura do iceberg é a que pode mais lhe ajudar a alcançá-lo.
- Valores são tudo! Faça que seu time siga valores e não um método.
- Inspect/Adapt, sempre!
- Não seja um xiita (ou chaato) ou um "adolescente raivoso", como disse um cliente meu após assistir uma palestra sobre agile em um evento recente.

Como li em algum lugar, culpar Scrum pela interpretação errada de muitos é a mesma coisa que culpar a democracia pelo que fez o governo Bush.

segunda-feira, novembro 24, 2008

74 novos Certified ScrumMasters em São Paulo, Rio de Janeiro e Belém; 08 novos Certified Scrum Product Owners em São Paulo

Atualizando os dados das últimas semanas, tivemos turmas Certified ScrumMaster com um ótimo aproveitamento em São Paulo (2 turmas), Belém (1 turma) e Rio de Janeiro (1 turma). Rio e São Paulo tiveram excelentes turmas e na turma de Belém tivemos um produtivo e divertido treinamento com a participação de profissionais de importantes empresas como SERPRO, PDCase e CINBESA. Foi bom rever alguns conhecidos:


Em São Paulo rodei minha primeira turma "oficial" para Product Owners e tenho que admitir que foi muito prazeroso, visto que tenho alertado por todos os cantos o quão importante é este papel, e que muitos e muitos projetos Scrum falham por colocarem um foco muito grande no papel de ScrumMaster, esquecendo a igual importância do Product Owner e do Time.

Novos CSTs...

Recentemente foram divulgados na lista de Scrum Trainers da Scrum Alliance os nomes dos mais recentes aprovados como Certified Scrum Trainers...minha grata surpresa foi ver o nome de...Ron Jeffries (www.xprogramming.com)...muito "interessante"! :)

quarta-feira, novembro 12, 2008

Agile na HSM Management

Algo brilhou nos meus olhos, e nos de muitos, na edição de setembro/outubro da HSM Management. A capa com Obama não dava muitas pistas, mas nesta mesma capa, num canto superior havia o seguinte destaque "Estratégia adaptativa da indústria de software pode estender-se a todos os setores". Surpreso, folheei a revista para alcançar o tal artigo de Keith McFarland e me surpreendi ainda mais ao encontrá-la, no título estava escrito "Aprender com os programadores".
Esta matéria confirma o que já venho falando faz tempo: agile deixou de estar unicamente na pauta de reuniões de TI...os executivos estão de olho nisso. Preparem-se, tempos melhores aparecem no horizonte...vem aí as corporações ágeis. Eu creio! ;)

Clique AQUI! para ler o artigo completo. (Infelizmente disponível apenas para assinantes) :(

segunda-feira, novembro 10, 2008

Scrum no Jornal do Comércio - Recife

O Lucio Poncioni, do Sistema Jornal do Comercio de Comunicação, foi um dos alunos da minha primeira turma de Certified ScrumMaster em Recife/PE. Recentemente ele me enviou um pequeno relato de como o Scrum está "a todo vapor" no departamento de TI do grupo. O Lucio, que também faz parte da diretoria do Chapter PMI de Pernambuco, está atuando como ScrumMaster neste projeto, e vem se surpreendendo bastante com as coisas que o Scrum tem feito por lá.

Próximas turmas em Recife/PE
Certified ScrumMaster - 24 e 25/11
Certified Scrum Product Owner - 26 e 27/11

Abaixo algumas fotos do uso de Scrum no Jornal do Comércio...time multi-disciplinar e colaborativo até na hora de montar o Kanban :)

terça-feira, novembro 04, 2008

Falando em Agile 2008 foi Sucesso! Então...que venha o Brazil Scrum Gathering 2009 !!!!

Nos dias 23 e 24 de outubro foi realizado aqui em São Paulo(SP) o evento Falando em Agile 2008...que na minha opinião foi um evento sensacional! Fiquei muito contente por ter sido um dos idealizadores do evento e por ter participado da sua organização.
Como eu publiquei no blog da Caelum, a comunidade tem feito relatos sobre o evento tão ricos em detalhes que dá até vergonha de tentar ensaiar em escrever algo mais profundo. Sendo assim vou me limitar a comentar um pouco sobre as poucas palestras que tive tempo para assistir:

David Anderson em "Achieving Sucess with Agile Management": o que posso dizer sobre a palestra do David Anderson? Ela atendeu exatamente às minhas expectativas! Quando pensamos (eu e Adail) em trazer o David Anderson pensamos justamente em trazer alguém que mostrasse coisas diferentes, jeitos diferentes, conceitos diferentes...alguém que impactasse! Bom, enquanto alguns odiaram a palestra do David, muitos adoraram! Então causou impacto, ótimo! Acho que assitir à palestra dele foi um grande exercício para se enxergar quem realmente acredita que agile pode ter sucesso sendo feito de forma diferente da que "eu faço e sei que funciona"...um exercício para se enxergar quem conseguiu absorver conceitos fortes em volta de princípios ágeis, como o respeito. A palestra foi, pelo menos para mim - um mero mortal, cheia de insights enriquecedores.
Como não consegui recuperar nenhuma imagem da palestra do David Anderson, segue uma foto tirada no almoço do primeiro dia do evento.


esq-dir: Alisson Vale, eu, David Anderson, Adail Retamal, Rodrigo Yoshima, José Papo e Clavius Tales...faltou apenas Vito Corleone! :)

Daniel Wildt em "Experiências de um agilista em uma empresa global": Palestras de cases são sempre muito legais! E quando convidei o Daniel para palestrar no evento foi por um motivo claro: agilista que realmente pratica, e que tem feito um trabalho muito bom em projetos globais na Dell. Para quem acreditava que agile funcionava apenas em projetos pequenos deve ter sido muito interessante ver o que o Daniel mostrou nesta palestra.



Danilo Bardusco em "Scrum na Globo.com": Mais uma de case e que foi unanimidade! Acho que algo que enriqueceu ainda mais a palestra do Danilo foi a sua sinceridade em colocar os pontos falhos e erros cometidos pelo time da Globo.com na trajetória da implantação de Scrum. Chega de palestras "Ó, é tudo lindo!". Além disso, o alerta dado no início da palestra foi providencial...é importante quando se palestrar sobre cases fazer este tipo de alerta, visto que grande parte das pessoas que assistem querem levar o tal "formato" apresentado para a sua empresa...



Uma coisa que ficou clara no evento foi que, como o público estava bastante mesclado, era comum você conversar com uma pessoa que falava ter odiado a palestra A e adorado a palestra D...e ao se virar pra conversar com outra pessoa essa dizer que achou maravilhosa a palestra A e odiou a palestra D. Curioso, não?

Por fim, fecho este post fazendo um grande anúncio para a nossa comunidade Scrum: em 2009 teremos uma edição do Scrum Gathering da Scrum Alliance AQUI NO BRASIL! Ou seja, prepare-se para participar de um evento que terá os grandes nomes internacionais de Scrum sem ter que sair do Brasil. Fiquem atentos, em breve mais notícias sobre o Brazil Scrum Gathering aqui no aXblog.

quinta-feira, outubro 16, 2008

58 novos Certified ScrumMasters em Recife, São Paulo, Campinas e Porto Alegre

Nas últimas duas semanas estive atravessando três regiões do Brasil para realizar turmas de Certified ScrumMaster. Tudo começou em Recife/PE nos dias 03 e 04. O complicado nesta turma foi realizar a difícil tarefa de passar um sábado de sol em uma cidade tão bonita como Recife trancado em uma sala de aula:)
A turma foi muito boa e, como tenho feito na maioria das turmas, expliquei logo no início o conceito de Beginner's Mind, que quando compreendido - como foi o caso - auxilia bastante no aprendizado durante o treinamento. Não vejo a hora de voltar em Recife, tanto que já estou com novas datas para lá, inclusive com uma turma de Certified Scrum Product Owner.
De Recife voltei correndo para São Paulo, onde no dia 06 iniciaria uma nova turma CSM. Mais uma turma com alunos de variados segmentos, da criação de games à publicidade. O nível foi muito bom e a turma teve uma excelente performance na construção da famosa Scrumland.
A parada seguinte foi em Campinas, onde o Fabiano Milani, que é scrummer aqui na Caelum, me ajudou nas atividades e condução do treinamento, e também atuou como "o consultor gago" na atividade Scrum 59. Esta turma foi muito, muito divertida!
Um pessoal super alto astral e com muita vontade de fazer acontecer com Scrum nas suas empresas. Ao realizar o Scrum of Scrums na atividade final, teve um time tão empenhado e comprometido com o projeto que, vendo sua meta de asfaltar as ruas de Scrumland ameaçada, resolveu realizar o asfaltamento "literalmente" com as próprias mãos!
A última parada foi em Porto Alegre, 18 novos Certified ScrumMasters por lá! O nível desta turma foi muito bom, muita gente com anos e anos de experiência em TI, muitos com experiência em CMMi, MPS.Br e afins. Uma das coisas bacanas de aplicar treinamentos de Scrum é ver como a resistência das pessoas vai diminuindo no decorrer do treinamento. É comum ver pessoas que, no início do treinamento estão super resistentes, defenderem Scrum nas horas finais. Os gaúchos estavam tão envolvidos na atividade final que a colaboração entre os times na construção da Scrumland e a integração entre os ScrumMasters dos 4 times no Scrum of Scrums foi inédita para mim!

Fiquei em Porto Alegre por mais um dia para palestrar no evento Agile Day na PUC-RS, mas isso já é assunto para outro post! ;)

segunda-feira, outubro 13, 2008

"Potencialmente entregável" não é "entregável"

Freqüentemente sou questionado sobre a necessidade de se entregar "produto pronto" no final de cada Sprint. Muitas pessoas comentam que em seu ramo de negócio isto é simplesmente impossível, pois precisariam de meses para ter algo realmente pronto. Minha resposta é sempre a mesma: algo potencialmente entregável é diferente de algo entregável! Ao final de cada Sprint você precisa ter produto que possa ser visualizado, utilizado e analisado por seu cliente, mas isto não significa que este "pedaço" de produto entrará em produção. Ao final de um conjunto de Sprints, o Product Owner pode chegar a conclusão que já possui funcionalidades suficientes para serem transformadas em um Release, ou mesmo ter planejado datas para estas entregas. Um Release sim é algo que vai ser fechado e implantado para utilização real do cliente, ou seja, um entregável.

terça-feira, setembro 16, 2008

28 novos Certified ScrumMasters no Rio de Janeiro!

Sexta e sábado da última semana estivemos reunidos no Rio de Janeiro para a minha primeira turma de Certified ScrumMasters cariocas. O treinamento foi bastante dinâmico e, mais uma vez, conseguimos trabalhar bastante com escalabilidade na atividade Scrumland. Presença forte do pessoal da Casa & Vídeo, empresa na qual já tive oportunidade de treinar mais de 50 pessoas e com a qual tenho um carinho especial...em breve preparem-se para ouvir bastante no case de Scrum desta empresa, lá há um pessoal muito competente a frente da implantação de Scrum.
O pessoal do BNDES também esteve presente, levantando excelentes questões e participando ativamente do treinamento. Não poderia deixar de citar a presença do Fernando Freiberger da Audaces de Florianópolis, com quem tive oportunidade de bater um bom papo na noite da sexta-feira sobre as idas e vindas do mercado de TI.
Na correria do último dia acabamos esquecendo da tradicional foto...então vai uma bem "à carioca" meXXXmo. ;)

segunda-feira, setembro 15, 2008

27 novos Certified ScrumMasters em São Paulo!

De 08 a 12 de setembro ministrei minha segunda turma paulistana de Certified ScrumMasters. O treinamento foi realizado no Green Place Flat com 27 pessoas representando grupos e empresas de diferentes segmentos. O que realmente me agrada nas turmas deste porte é a quase "obrigação" de escalar praticamente todas as atividades. isto faz com que o aluno saia do treinamento não apenas com a visão de "como aplicar o Scrum na sua empresa", mas também de "como estalar Scrum na sua empresa, caso seja necessário".
Outra coisa que tem sido gratificante é poder reencontrar ex-alunos do PM-81, vindos agora já com mais experiência para participar do treinamento CSM. Percebo que estes alunos obtém um grande aproveitamento nestas turmas, e acredito saber o motivo. Ao fazer seu primeiro treinamento relacionado à Scrum/Agile os alunos vão com "toneladas" de dúvidas sobre: escopo, contrato, entregas, scrum x waterfall, etc...e acabam se esquecendo de "aprender Scrum". Ao irem para o treinamento de Certified ScrumMaster, eles já vão mais focados...pensando no Scrum mesmo e não em "isso funciona?".

quarta-feira, setembro 10, 2008

Outubro Ágil!

O mês de outubro promete aqui no Brasil...e por isso estou o chamando carinhosamente de "Outubro Ágil"! Vamos à agenda:

[03,04/10] Treinamento Certified ScrumMaster em Recife/PE - Esta será minha primeira turma na capital pernambucana e estou preparando grandes surpresas para termos um treinamento de altíssimo nível por lá.

[06-09/10] Treinamento Certified ScrumMaster em São Paulo/SP - Mais uma turma na capital paulistana, mais desafios, mais interação, mais aprendizado...muito mais Scrum!

[07,08/10] Jim Cundiff no Brasil - Estarei recebendo em São Paulo/SP a visita do Jim Cundiff, Managing Director da Scrum Alliance. Nós dois teremos dois dias de agenda cheia preparando grandes surpresas para a comunidade brasileira de Scrum.

[10,11/10] Treinamento Certified ScrumMaster em Campinas/SP - Dois dias de intenso aprendizado para formar os novos CSMs de Campinas.

[11/10] Encontro Ágil em São Paulo/SP - O pessoal do AgilCoop com o apoio da USP, POLI-USP e CCSL estarão realizando este promissor encontro. Presença confirmada do Vinicius Teles, Fábio Kon, Dairton Bassi e Alfredo Goldman.

[13,14/10] Treinamento Certified ScrumMaster em Porto Alegre/RS - Nesta turma terei como convidado especial o Daniel Wildt, que será co-trainer no treinamento. Estou bastante ansioso para ir a Porto Alegre novamente! Boa cidade, grandes amigos...

[15/10] Agile Day em Porto Alegre/RS - Estarei palestrando no primeiro Agile Day que está sendo organizado pelo pessoal do Grupo de Usuários de Metodologias Ágeis do RS com o apoio da SUCESU_RS. Parece que vai ser tri-legal!

[15,16/10] Rails Summit Latin America - David Hansson, Chad Fowler, Fabio Akita, Fabio Kung...e nós sabemos o quanto Rails está próximo de Agile, certo?

[21,22/10] Workshop "Zen of Agile Management" com David Anderson em São Paulo/SP - IMPERDÍVEL! Já reservei meu lugar na primeira fila.

[23,24/10] Falando em Agile 2008 - SIMPLESMENTE, O EVENTO! Realizado pela Caelum e contando com patrocínio da Globo.com e Borland, este evento terá imperdíveis apresentações de: David Anderson, Adail Retamal, Phillip Calçado, Guilherme Chapiewski, Danilo Bardusco, Edmilson Miyasaki, Danilo Sato e minha também :), além de muitos outros. O Falando em Agile será uma grande oportunidade para você encontrar grandes praticantes de Agile e passar dois dias em um ambiente de intenso aprendizado. As inscrições já podem ser feitas AQUI!

[26,27/10] Treinamento Certified ScrumMaster em São Paulo/SP - Turma "preferencial" para o pessoal que vem de fora de São Paulo para o Falando em Agile e quer aproveitar para dar uma "esticadinha" e fazer o treinamento de certificação Scrum da Scrum Alliance.

A agenda ainda promete ser maior...o Boris Gloger está organizando uma reunião de Scrum em Recife e provavelmente estarei por lá também. Assim que a gente tiver as coisas mais definidas incluo na agenda acima ;)

Aproveite o momento e organize uma reunião sobre Agile na sua cidade. Me mande mais informações para que eu publique por aqui também.

Ufa...é isso, e que venha o outubro ágil! :)

segunda-feira, setembro 08, 2008

Identificando o consultor perfeito!

Recentemente encontrei um artigo muito interessante no site da NCC-UK (National Computer Centre) chamado “Identifying the perfect consultant”. O texto trata sobre o desafio de ser um bom consultor nos dias de hoje, principalmente em TI onde a fama que estes profissionais possuem não ajuda muito na conquista de novos clientes. O artigo apresenta 11 competências essenciais para se tornar um bom consultor, e explora cada uma delas. O que me agradou no artigo foi ver a proximidade das competências citadas com muito do que defendemos quando falamos de Agile. Coisas como: trazer o cliente para perto, se envolver com o negócio, esperar sempre por mudanças e responder rapidamente a elas, fortalecer a comunicação, gerenciar problemas, liderar pessoas, elevar o trabalho em equipe, são frequentemente citadas no artigo.
Como vemos, a cada dia está mais comum encontrarmos artigos relacionados ao que defendemos nos métodos ágeis em literaturas de diversas áreas. É muito bom ver o quanto a Scrum Alliance está atenta a isso, não apenas por suas ações, mas também pela sua identidade: “tranforming the world of work” é um slogan que está muito alinhado ao desejo da comunidade.

quinta-feira, setembro 04, 2008

10 novos Certified ScrumMasters em Brasília!

No início desta semana estive novamente em Brasília, agora para conduzir a primeira turma de Certified ScrumMaster a ser realizada por lá. Grande parte da turma tinha bastante experiência em ambientes tradicionais de projeto, e também bastante insatisfação com o modelo atual. Tivemos a oportunidade de rodar a atividade Scrumland em um ambiente escalado com três times atuando no mesmo projeto. Todos puderam identificar os desafios de se trabalhar em um ambiente escalado, e puderam ver na prática como - mesmo nesses cenários - o Scrum eleva a comunicação e colaboração.


Ao final do treinamento, em volta das muitas perguntas sobre ferramentas, o novo CSM Allan Torres apresentou uma solução para todos os problemas, uma ferramenta Kanban para iPhone! :D

segunda-feira, setembro 01, 2008

15 novos Certified ScrumMasters em São Paulo!


Na última semana conduzi a formação de 15 novos Certified ScrumMasters em São Paulo. Nos divertimos bastante durante 02 dias de intenso aprendizado. A turma foi composta por profissionais com excelente nível de conhecimento e com um espírito de equipe contagiante. Ponto alto para a execução do exercício Scrumland - que criei com base no já consagrado Scrum 59 - onde todos puderam sentir na pele os desafios que envolvem a utilização de Scrum no planejamento e execução de um projeto.

domingo, agosto 31, 2008

Triple Nickels - 02 cents para retrospectivas

Triple Nickels é o nome de uma atividade de facilitação de retrospectivas que Esther Derby e Diana Larsen citam em seu livro Agile Retrospectives. A atividade deve ser executada na fase da retrospectiva em que precisamos colher dados, informações e sugestões sobre ações que precisam ser tomadas sobre determinados "problemas" que foram encontrados na sprint anterior.
Tenho a utilizado de uma forma adaptada e simplificada, e tenho percebido que para alguns tipos de times a atividade é bem adequada. Cada membro do time pega um papel em branco e define um tema, normalmente algo que precisa ser melhorado na próxima sprint, segundo sua opinião. O facilitador determina 5 minutos para que eles escrevam um pouco sobre o tema escolhido. Após este tempo cada membro passa o papel para o membro a sua direita, que irá ler sobre o tema sugerido pelo colega e escreverá suas opiniões sobre este tema por mais 5 minutos...o ciclo se repete até que o papel volte ao seu escritor de origem. Ao final, o facilitador da sessão pode ler o que foi escrito sobre cada tema e abrir a discussão...


Como um bom facilitador de retrospectivas você deve ter muitas (muitas mesmo) opções de facilitação para estas sessões. Técnicas que funcionam bem para um tipo de time ou empresa podem não funcionar bem em lugares com uma cultura diferente. Se a única técnica de retrospectiva que você conhece é "What went well?", "What could be improved?"...fique atento, suas retrospectivas poderiam estar gerando resultados bem melhores!

Leitura recomendada:
Agile Retrospectives, Project Retrospectives, Project Management Toolkit, The Project Meeting Facilitator

quarta-feira, agosto 13, 2008

Alexandre Magno é CST!

É com grande satisfação que informo que no dia 01 de agosto fui notificado de minha aprovação no processo de Certified Scrum Trainer da Scrum Alliance. Com isto, agora estou habilitado a aplicar os treinamentos Certified ScrumMaster e Certified Scrum Product Owner, o que com certeza dará bastante força para o crescimento de Scrum aqui no Brasil. Estes treinamentos serão ministrados por mim, em português (no Brasil), espanhol/portunhol :P (no restante da América Latina) e em inglês (em outros países). O material didático a ser entregue para os alunos também estará em sua respectiva língua local.
A minha agenda de treinamentos para turmas abertas em 2008 já está disponível no site da Scrum Alliance, as inscrições podem ser feitas diretamente na Caelum. Como vocês poderão ver, minha idéia é realmente espalhar Scrum por todos os cantos do Brasil, e em breve América Latina. Caso a sua cidade não esteja listada e você queira organizar a realização de uma turma, entre em contato PVT. O mesmo para quem precisar de turmas fechadas (incompany).

Não poderia deixar de prestar meu agradecimento a algumas pessoas que me ajudaram nesta conquita: todos os ex-alunos - que através de seus feedbacks me fizeram acreditar que minha aula é realmente boa, meu clientes, todo o time da Caelum, todo o time da Scrum Alliance, Jeff Sutherland, pessoal da lista Scrum-Brasil, Jim Cundiff, Tonya Thomas, Adail Retamal, Renato Quedas, Edmilson Miyasaki, Silveira Brothers (Paulo e Guilherme) e claro: minha família.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Descentralização? Você está louco!

A centralização exagerada é hoje uma realidade nas empresas brasileiras, principalmente quando o assunto é TI. Esse fato é um dos principais geradores da cara de "O quêêê????" quando falamos sobre equipes multidisciplinares para times. "Você está louco? As empresas estão partindo para centralização, e você vem me falar de equipes multidisciplinares?". Bom, já não é de hoje que as empresas vem percebendo o quanto têm perdido trabalhando em uma centralização exagerada da TI, isso lá fora é fato...e pelo jeito está chegando por aqui - que bom!
Na edição julho/agosto da revista Info Corporate há uma entrevista com Fabio Luchetti, vice-presidente executivo e CIO da Porto Seguro. Vamos a alguns trechos:

Desde 2006, quando assumiu a TI da Porto Seguro a grande preocupação do administrador de empresas (Luchetti) é aproximar a tecnologia de todas as outras áreas de negócio. Uma de suas medidas para conquistar seu objetivo foi mudar de lugar parte da equipe. "Os funcionários de TI ficam espalhados pelo prédio. As equipes estão sempres próximas às áreas de negócios com as quais trabalham"

Info: Qual foi sua primeira atitude como CIO?
Luchetti: Até 2005 a TI da Porto Seguro estava muito verticalizada. Era quase uma outra empresa dentro da corporação. A TI estava se deslocando e criando uma identidade própria, que trazia dificuldades internas de relacionamento. Quando assumi, em 2006, busquei tranformar a TI em mais um elo na corporação...

Info:Você conseguiu o que queria?
Luchetti: Já saímos da região de turbulência e estamos começando a colher bons frutos. Estamos trabalhando no conceito de descentralização. Hoje, os núcleos de desenvolvimento ficam dentro das áreas de negócio. Assim, conseguimos manter um relacionamento real entre cliente e fornecedor. Parte da remuneração variável de TI fica atrelada à área de negócio da qual ela faz parte. Isso é importante para ter comprometimento com o negócio.

Você se identificou com as palavras do Fabio Luchetti? Não...ele não é agilista! É o que sempre falo: o high management e board das empresas estão bem mais próximos dos valores ágeis do que muita gente pensa, é só sentar pra conversar com eles para perceber.
Bom, qualquer semelhança com o post Dentro do Táxi é mera coincidência. :)

Leia a matéria completa AQUI!

terça-feira, julho 22, 2008

Dentro do Táxi!

Estou no aeroporto de Congonhas aguardando que você traga para mim alguns documentos que tenho que levar na viagem. Você está na região da Av. Paulista e precisa chegar o quanto antes no aeroporto. Decide então pegar um táxi, chama o taxista mais próximo e pergunta: “Sr., daqui para o aeroporto de Congonhas quanto tempo levaria – qual sua estimativa?” O taxista provavelmente olharia no relógio, no máximo consultaria pelo rádio sobre como o trânsito está naquela região (não, ele não usaria APF) e, de acordo com sua experiência, lhe daria uma estimava: “Olha, nesse horário creio que em 30 minutos estejamos por lá”. Você acha a estimativa satisfatória e pega o táxi.
Ao chegar no aeroporto você percebe que o táxi levou 80 minutos para chegar até o destino, e ao invés de custar R$ 35 (como previsto), custou R$ 90. O que você fará com o taxista? Irá processá-lo? Mas veja, você estava dentro do táxi o tempo todo e percebeu que ele fez o possível para chegar a tempo, se esforçou. Você viu que o trânsito estava ruim e que um grave acidente no meio do caminho piorou as coisas. Você viu que quando isso aconteceu o taxista tentou pegar um outro caminho para fugir do trânsito e, por mais que a estratégia tenha sido boa, não foi suficiente para chegar a tempo. O que você fará? Há uma probabilidade muito grande de você, mesmo chateado, pagar o taxista e entender o lado dele, afinal você viu o quanto ele se esforçou.
Agora, no mesmo cenário, imagine que, ao invés de ir no táxi, você apenas contrata o taxista para levar os documentos para o aeroporto. Ele lhe deu a mesma estimativa de tempo e custo. No entanto, 80 minutos depois ele lhe liga e diz: “Olha, o trânsito estava muito complicado...só cheguei agora, o custo foi R$ 90 ao invés de R$ 35”. Qual será sua reação agora? O que você pensará?
Bom, para 100% das pessoas que conto essa "historinha" a resposta é sempre a mesma “Vou achar que o taxista está me enrolando...que ele deu voltas e mais voltas para que o valor da corrida fosse mais alto”.
Moral da história? Coloque seu cliente “dentro do táxi” sempre, só assim ele entenderá o seu processo e suas dificuldades para alcançar o sucesso do projeto. Mantendo-o de fora ele sempre achará que você está querendo “se dar bem”. Pense nisso!

terça-feira, julho 15, 2008

Agile Requirements Workshop - Nova turma


Após o sucesso da primeira turma, eu e o Adail Retamal estaremos novamente realizando o workshop Agile Requirements em São Paulo/SP, onde apresentaremos importantes técnicas para elaboração e manutenção de um Product Backlog com qualidade e garantia de ROI(Return of Investment).

NOVA DATA: 23/08/08
Horário: 09 às 18hs
Local: Hotel InterCity Ibirapuera
Informações (conteúdo, investimento, etc.): Veja o pdf de divulgação
Inscrições: www.heptagon.com.br

quarta-feira, julho 02, 2008

Agile versus Lean

Martin Fowler, que dispensa apresentações, publicou recentemente seus pensamentos em volta da discussão "Agile vs. Lean". Penso que é importante para todos os envolvidos com abordagens ágeis conhecer um pouco mais sobre o Sistema Toyota de Produção, ou simplesmente Lean, até para entender bem da origem de tudo, e para enxergar como, assim como para a Toyota os fatores de mudança cultural foram fundamentais para o alcance do sucesso, o mesmo é válido para as empresas que buscam sucesso com Agile.
E quanto à Lean ou Agile, bem...Fowler disse tudo: "So as you can see, lean and agile are deeply intertwined in the software world. You can't really talk about them being alternatives, if you are doing agile you are doing lean and vice-versa."
Quem leu "O Modelo Toyota" de Jeffrey K. Liker já sabe que cultura é tudo para Lean, e, concatenando isso com o post do Martin Fowler, cultura é tudo para Agile!

sexta-feira, junho 27, 2008

Vem aí...Falando em Agile 2008!

Nos dias 23 e 24 de outubro deste ano, a Caelum estará realizando em São Paulo um grande evento inteiramente dedicado às práticas ágeis, o Falando em Agile 2008.
O Falando em Agile, que é evento irmão do Falando em Java, contará nesta primeira edição com a presença ilustre de David Anderson, que fará o primeiro Keynote no dia 23. Para quem não conhece, David Anderson participou, juntamente com Peter Coad e Jeff De Luca (dentre outros), do famoso projeto do Overseas Bank que deu origem à FDD (Feature-Driven Development). Além disso ele foi membro do time de criação da MSF na Microsoft, e, mais recentemente, tem tido um forte envolvimento com Lean. Ele é o autor do consagrado livro Agile Management for Software Engineering. David, além de ser Keynote Speaker do Falando em Agile, ministrará o workshop "Zen of Agile Management" nos dias que precedem o evento (21 e 22 de outubro) através de parceria com a Heptagon.
Eu farei o segundo Keynote do evento, no dia seguinte, onde pretendo mostrar de forma mais detalhada o caminho a ser seguido por gerentes de projetos tradicionais (PMBok) para Scrum, e como realizar uma transição eficiente entre esses dois mundos. O evento contará ainda com palestras de Adail Retamal, Guilherme Silveira, Edmilson Miyasaki...e, muito provavelmente, com dois brazucas da ThoughtWorks de Londres: Danilo Sato e Carlos Villela! Além disso serão ainda apresentados alguns Casos de Sucesso de aplicação de Scrum em nossos clientes.

Ou seja pessoal, vai ser um GRANDE EVENTO!!!

Grade, inscrições, valores, local e outras informações estarão disponíveis em breve no site oficial do Falando em Agile 2008.

terça-feira, junho 24, 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

Agile Beer Drinking [13.06.2008]

Na última sexta-feira 13 aconteceu mais uma edição do Agile Beer Drinking, agora no Applebee's do Shopping Morumbi. A noite foi extremamente divertida com muita discussão interessante (pelo menos para nós, rs)...e muita, mas muita risada! Dentre os presentes que consigo me recordar estavam o Rodrigo Yoshima da ASPERCOM (foi provado nesta mesma noite a todos os presentes que eu e ele não somos inimigos..rs), Márcio Tierno da in-metrics (Dxalma Fake), Rodolpho Ugolini da IBM, Cesar Lino da Bearing Point, Adalberto e outros que não me recordo o nome das listas UML-BR, Agile-Brasil e Scrum-Brasil.
O Rodrigo Yoshima também postou sobre o evento no blog dele.


Paralelamente, em Porto Alegre, o Juan Bernabo da Teamware organizou uma versão gaúcha do "evento"...o Flávio Steffens mostrou um pouco de como a coisa foi por lá, mas pela foto da versão gaúcha, ou melhor, pelas bebidas mostradas na mesa deles, parece que a versão paulistana foi bem mais animada! :)

Que venha a próxima!

terça-feira, junho 10, 2008

segunda-feira, junho 09, 2008

Scrum + Caelum = Sucesso!

No próximo mês completará 01 ano que iniciamos com o treinamento de Scrum na Caelum. De lá pra cá muita coisa aconteceu e o mercado de Scrum não parou de crescer aqui no Brasil, o que não é novidade para quem acompanha já há alguns anos o que vem acontecendo com Agile no mercado internacional.
Para fazer uma retrospectiva resolvi levantar alguns dados de todas as avaliações dos treinamentos de Scrum que ministrei até hoje na Caelum, e foi uma enorme satisfação me deparar com os resultados abaixo:



Além destes mais que satisfórios dados, encontrei ainda nas avaliações uma série de depoimentos positivos, alguns deles publicados a seguir*:

"Mudou totalmente a minha forma de encarar desenvolvimento de software. Fantástico!"
Hugo Almeida Santos

“O treinamento de Scrum oferecido pela Caelum é de ótima qualidade, possibilitando aprendizagem da metodologia sem conhecimentos anteriores”
Antonio Alves de Almeida Neto

“Ambiente repleto de motivações. Proporciona estudo e aprendizado com excelente profissional além do convívio com pessoas de qualidade”
Daniele Salli Lopes

“Mais uma vez a Caelum me surpreende positivamente! Pois, consegue aliar de forma pragmática qualidade, conhecimento e aplicabilidade dos temas ao meu cotidiano. Parabéns e continuem assim”
Jossemar Ávila de Morais – CVC Turismo

“Gostei muito do conteúdo do treinamento e da didática do Alexandre, estou disposto a aplicar Scrum na empresa e recomendar a mais pessoas. Valeu cada centavo do investimento realizado”
César Lino – Bearing Point

“Impressionante como em uma semana foi possível passar tudo que foi dito sobre Scrum, absorver toda a informação e o quanto aprendi e cresci profissionalmente. Méritos a considerar ao instrutor Alexandre Magno que possui total domínio e segurança de seu conhecimento da metodologia Scrum”
Fabiano Milani – BgmRodotec

“A Caelum através do instrutor Alexandre Magno trouxe para mim, de forma ágil, fortes mudanças de paradigmas gerenciais”
Hélio Medeiros

“Gostei bastante do treinamento. Com ele aprendi formas de conduzir um projeto de forma ágil e segura, mesmo em condições extremas de risco e tempo”
Ricardo Vilanova

“Excelente proposta de curso com conteúdo atualizado e de alto valor para necessidades atuais e relevantes para a carreira”
Marco Antonio Menezes

“O treinamento de Scrum foi além do que eu esperava. Realmente pude estudar Scrum e saber o que fazer para aplicá-lo na prática”
Clayton Gomes

Nós, da Caelum, agradeçemos a todos que participaram de alguma destas turmas, e ficamos extremamente satisfeitos por estarmos atendendo - e em grande parte das vezes superando - a expectativa de vocês.

*depoimentos publicados com autorização dos alunos

quarta-feira, junho 04, 2008

Mike Cohn fala sobre escopo e escalabilidade

Veja nesta excelente entrevista Mike Cohn falando sobre escopo e escalabilidade em ambientes de projetos ágeis. Ainda sobre escalabilidade, Tobias Mayer publicou recentemente o post "Scaling Scrum: the alcoholic perspective", também vale a leitura.

segunda-feira, junho 02, 2008

Agile Requirements Workshop - Sucesso!

No último sábado, dia 31 de maio, em São Paulo/SP, tivemos a oportunidade, eu e o Adail Retamal, de apresentar pela primeira vez nosso workshop Agile Requirements. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado: um grupo de participantes ávidos por conhecimento participou ativamente durante todo o workshop e ao final nos forneceu um feedback extremamente positivo! Engenharia de requisitos, User Stories, Story-Writing Workshop, Kano, theme screening, mapas mentais, arquétipos, UML em Cores, Features, Feature Breakdowsn Structure, RD e REQM...foram alguns dos tópicos debatidos e praticados durante o dia.

O Leandro Silva, da CVC Turismo, escreveu em seu blog suas impressões sobre o workshop. Agradecemos a particiação de todos e em breve estaremos divulgando novas datas de realização do Agile Requirements Workshop.


Para ver mais fotos, clique AQUI!

terça-feira, maio 27, 2008

ScrumMaster por ele mesmo

Artigo originalmente publicado na Revista Visão Ágil - Edição 04.

Introdução

Através deste estou iniciando uma série de artigos que irá avaliar detalhadamente cada um dos três principais papéis do Scrum. O que motivou esta série foi a grande quantidade de questionamentos que recebo em meus treinamentos e consultarias em volta deste assunto: quem deve ser o Product Owner? ScrumMaster é o gerente de projeto? Ele deve ser técnico? Um membro do time pode exercer mais de um papel? Por quem são gerenciados os problemas burocráticos do projeto (custo, penalidades, etc.)? Estas são apenas algumas das mais freqüentes perguntas que tenho recebido e que acredito que habite a cabeça de muitos que estão iniciando (ou não) o trabalho com Scrum.
Na série de artigos “...por ele mesmo” não vou citar perguntas e respostas, mas sim situações reais que aconteceram em variados projetos em meus clientes. Por exemplo, no artigo “ScrumMaster por ele mesmo” estarei narrando um conjunto de histórias vivenciadas junto a ScrumMasters de alguns clientes. Obviamente não conseguirei abordar em detalhes tudo que envolve o dia-a-dia de um ScrumMaster, nem mesmo é este o objetivo do artigo, mas pretendo citar situações reais de lições aprendidas por clientes em relação a este importante papel em projetos Scrum.
Por motivos óbvios estarei utilizando nomes fictícios tanto para as empresas e verticais quanto para os ScrumMasters. Espero que o conjunto de artigos agrade a comunidade, e esclareça, dentro do alcance de um artigo, as principais dúvidas em volta dos papéis no Scrum.

Quem é o ScrumMaster?

O papel do ScrumMaster, diferentemente dos gerentes de projeto na maioria das práticas e metodologias, está distante do tradicional “comando e controle”. Em Scrum, um ScrumMaster trabalha com e, principalmente, para o time. É esperado que um ScrumMaster possua as seguintes responsabilidades:

• Permitir que o time seja auto-gerenciável: esta talvez seja uma das mais desafiadoras responsabilidades de um ScrumMaster, pois no mundo de projetos que temos hoje a própria equipe espera que haja dentro do time alguém com o perfil comando-controle para dizer o que cada um tem que fazer e, na seqüência, controlar o desenvolvimento do que foi atribuído a cada membro do time. Em Scrum espera-se que os times sejam auto-gerenciáveis, o que significa que cada membro do time será responsável por decidir o que vai fazer, como e em quanto tempo. Sendo assim a necessidade de termos nos times alguém cobrando status de atividades passa a ser nula, visto que cada membro estará comprometido com aquilo que planeja entregar. O grande problema aqui é que, devido a anos e mais anos de comando-controle, os próprios membros do time – que reclamam tanto deste modelo – se sentem inseguros ao se verem com uma carga de comprometimento que não estão acostumados. Ao sentir esta insegurança o mais comum é que estes membros tentem “empurrar” de volta o comando-controle para o líder do projeto (em nosso caso, o ScrumMaster) e é aqui que está a grande dificuldade pois, neste momento, o ScrumMaster não deve aceitar o comando-controle que o esta sendo oferecido, mas sim orientar cada membro do time a manter-se de forma auto-gerenciada. Um bom ScrumMaster não aceita o controle, por mais tentador que isto possa parecer – principalmente para gerentes acostumados com a forma tradicional de gerenciamento de projetos.
• Garantir que os caminhos para a comunicação do time estejam abertos permanentemente: sem uma comunicação eficiente um time Scrum certamente irá falhar pois ela é uma peça chave em todo o processo de gerenciamento de projetos com Scrum. Por este motivo temos que ter em um time alguém que seja responsável por garantir que a comunicação do time esteja funcionando de forma satisfatória, esse alguém é novamente o ScrumMaster. Neste cenário o ScrumMaster deve garantir que não haja nenhuma barreira de comunicação (seja física, política, hierárquica, etc.) entre os membros do time, entre time e Product Owner (ou especialistas de domínio) e entre Pigs e Chickens.
• Garantir e auxiliar o time a seguir corretamente as práticas do Scrum: o ScrumMaster é o responsável pela boa aplicabilidade das práticas do Scrum no projeto. O time deve enxergá-lo como alguém que conhece bastante de Scrum e que está pronto para corrigir qualquer deslize na utilização de suas práticas e para tirar as dúvidas relativas a Scrum de qualquer pessoa envolvida no projeto.
• Remover qualquer impedimento que o time encontre: durante a execução das Sprints os membros do time estarão envolvidos em mecanismos que farão com que seus problemas apareçam quase que de imediato. Por exemplo, em um reunião diária membros do time serão encorajados a informar se tiveram algum impedimento no dia anterior e, caso positivo, o ScrumMaster é quem deverá se empenhar para remover aquele impedimento, de forma que mantenha o membro do time focado em seu trabalho. O dia-a-dia do ScrumMaster está diretamente ligado à remoção de impedimentos e, por este motivo, ele deve conhecer habilidades que o façam enxergar os impedimentos o quanto antes e removê-los com rapidez.
• Proteger o time de interferências externas para garantir que sua produtividade não seja afetada: o ScrumMaster é um típico líder-servidor e, como tal, uma de suas principais atribuições é manter o time focado na meta da Sprint e na visão do produto. Para isso ele deve garantir que fatores externos não estejam interferindo na produtividade do time, isso inclui o surgimento de impedimentos, que por ele deverão ser removidos, a interferência no trabalho de algum membro do time através de decisões hierárquicas da empresa, que por ele deverão ser negociadas, e o surgimento da multi-tarefa dentro do time devido à solicitações externas ao projeto.
• Facilitar as reuniões do projeto (Planning Meeting, Daily Meeting, Review e Retrospectives): Entenda por facilitação a habilidade de transformar divergência em convergência, a habilidade de fazer com que um tema seja explorado de diversas formas diferentes com o propósito de fazer com que todos os envolvidos na discussão consigam entender o que está sendo explorado da melhor forma possível. As reuniões em Scrum, por serem freqüentes, precisam ser rápidas e eficientes, e é nestas reuniões que o papel de facilitador do ScrumMaster deve ser elevado, pois é neste ponto que ele precisará utilizar todas as suas técnicas e conhecimentos de Scrum e de facilitação para fazer com as reuniões sejam bem sucedidas.

Histórias de ScrumMaster

1. O ScrumMaster conhecedor

A Cosmos Brothers é uma empresa com mais de 15 anos no mercado brasileiro, eles possuem uma rede de postos de gasolina com unidades instaladas na regiões Sul e Sudeste do Brasil. Paulo Cosmos é sócio e diretor de tecnologia da empresa e, quando assumiu este papel, determinou que a empresa iria trabalhar com softwares caseiros para a gestão do negócio, ou seja, softwares desenvolvidos por sua própria equipe.
Gabrielle Moraes é a atual gerente de projetos da Cosmos, ela gerencia os principais projetos da empresa, que são desenvolvidos por uma equipe composta de 8 (oito) membros, dentre eles: programadores, analistas de requisitos, testers e arquitetos. Gabrielle participou de um treinamento de Scrum há alguns meses e, recentemente, começou a utilizá-lo no gerenciamento de projetos. Durante a reunião de planejamento do último Sprint, Gabrielle se sentiu insegura para exercer este papel, pois ao ser questionada por Frank sobre qual seria a framework Java ideal para a integração do produto deles com o de terceiros, ela não soube responder. Entrave similar ocorreu durante a Sprint, veja abaixo um trecho de uma reunião diária: “Bom, ontem eu efetivei a criação dos métodos buscarClientesPorUF e buscarClientesPorRegiao. Iniciei a publicação destes métodos em nosso WebService principal, mas passei a ter problemas porque a versão da JRE instalada no servidor não contempla o recurso de parsing que precisei utilizar nos métodos...” - disse Cristiano, desenvolvedor.
“...eu já havia mencionado isto na Sprint passada...” - disse Frank, também desenvolvedor do time, “tive um problema similar, conforme mencionei em nossa última Retrospectiva.”
“Então, eu até pensei em fazer um upgrade da JRE, mas tive receio desta ação afetar o trabalho dos outros. O que você acha Gabrielle?” - complementou Cristiano.
“Bom gente...é...como vocês sabem eu não sou especialista em Java, mas andei dando uma pesquisada sobre este assunto desde a nossa última Retrospectiva. Me desculpem, mas eu estou fazendo o melhor que posso para tentar encontrar a melhor solução para o caso.” - disse Gabrielle, a ScrumMaster do time.
Frank expôs seu ponto de vista - “...ok, mas acho que o quanto antes tivermos isto melhor pois este é um impedimento que realmente nos está atrapalhando. Gabrielle, outra pergunta, devemos discutir estes assuntos técnicos aqui na reunião diária ou deixamos para citar estes problemas na retrospectiva?”
“Bom, acho que não tem problema em falar aqui não...inclusive se alguém tiver alguma sugestão para me dar quanto à resolução do impedimento da JRE, eu ficaria grata. “ -disse Gabrielle.
Paulo Cosmos, Sócio-Diretor da empresa, estava participando da reunião e deu sua contribuição, “Gabrielle” - disse ele, “eu acho que você deveria se reunir com alguns desenvolvedores mais experientes para que lhe ajudem neste caso. Se necessário contratar algum serviço de suporte técnico ou consultoria.”
“Ótimo, é uma excelente idéia!...bom, Cecília, agora é sua vez de responder às 3 perguntas...mas pessoal, nossos 15 minutos já passaram, então solicito a todos que respondam às perguntas o mais rápido possível” disse Gabrielle.
Ao ser procurado por Gabrielle, ela me narrou o fato ocorrido naquela reunião diária e falou sobre sua apreensão por não conhecer Java. Falou também que como o papel do ScrumMaster ficava bem mais próximo do time do que um tradicional Gerente de Projetos, ela via agora claramente que só conseguiria exercer bem este papel se conhecesse profundamente assuntos técnicos.
“Muito bom Gabrielle” eu disse, “conhecimento nunca é demais, e conhecer mais sobre a plataforma de desenvolvimento que seu time está utilizando será muito bom para você e para eles.”.
“Pois é Alexandre, quando ocorreu este fato eu lembrei de certa vez quando você me disse que um ScrumMaster deve ser um conhecedor!” - complementou Gabrielle.
“É verdade Gabrielle, eu disse isso. Mas veja, quando eu digo que um ScrumMaster deve ser conhecedor isto não significa necessariamente ser um grande conhecedor da plataforma ou linguagem de desenvolvimento que seu time utiliza.” eu disse.
Gabrielle espantou-se com minha colocação e perguntou “Não?? Então conhecedor em que?”
Eu respondi com outra pergunta “Gabrielle, me responda: quais são as principais atribuições de um ScrumMaster?”.
“Remover impedimentos, facilitar as reuniões, garantir o uso de Scrum...dentre outras, certo?” disse ela.
“Correto...então vamos lá, como você pode ser uma grande conhecedora na remoção de impedimentos?” enviei mais uma pergunta como resposta.
“Bom, depende...mas no caso que estamos falando, conhecer Java me ajudaria a remover o impedimento mais rapidamente” rebateu Gabrielle.
“Hmmm...vamos a uma metáfora Gabrielle, imagine que você está viajando de carro com sua família, seu marido está ao volante, é noite e chove bastante... no caminho vocês encontram uma árvore caída no meio da estrada que impede a passagem de vocês. O que seria melhor neste momento: o seu marido ter lido um livro for Dummies de como remover árvores de uma estrada com as próprias mãos ou você ter garantido levar consigo todos os números de emergência, tal como o da empresa responsável pelo socorro na estrada? Qual seria o mecanismo mais seguro para fazer com que sua família seguisse em frente?” - disse eu.
Gabrielle respondeu pensativa “É...neste caso não necessariamente saber remover uma árvore do caminho com as próprias mãos seria a melhor solução para remover o impedimento".
“Exatamente Gabrielle...” - eu disse, “ser conhecedor na remoção de impedimentos não significa saber fazer tudo, mas sim saber direcionar o melhor caminho para a resolução do problema. Seus filhos estavam no carro, com frio e fome, enquanto isto seu marido lutava com a árvore teimando em tirá-la do caminho com as próprias mãos, você pegou o celular e ligou para o socorro que em 20 minutos estava lá resolvendo o problema. Em quem você acha que seus filhos mais confiarão na próxima vez que estiverem em apuros? Em você ou no seu marido?”.
Gabrielle entendeu a mensagem, e percebeu que ao tentar resolver o problema da JRE do servidor com as próprias mãos ela não só estava atrasando a resolução de um impedimento – e conseqüentemente atrapalhando o time – como também se mostrando como uma péssima removedora de impedimentos, o que, talvez, num futuro faria com que algum membro do time omitisse a existência de algum impedimento só para não ter que vê-la novamente “lutando com a árvore”.
Eu disse “Gabrielle, você deve ter o conhecimento para escolher o melhor caminho na hora de remover um impedimento, isto sim é ser um ScrumMaster conhecedor! No entanto não é só isso. Voltemos ao assunto da reunião diária que você citou, nela você não se mostrou muito boa na facilitação da reunião”.
“Como assim?”, espantou-se Gabrielle.
“Ficou claro para mim que você não se colocou na postura de um bom facilitador” - eu disse “Por exemplo, um assunto técnico citado pelo Cristiano tomou conta da reunião, além disso, ao se ver apressada você sugeriu que todos respondessem suas perguntas o mais rápido possível – o que diminui a qualidade nas resposta – e nem sequer permitiu que o Cristiano finalizasse seu raciocínio!”.
“É, agora percebo que o meu desespero em providenciar uma solução técnica para algo que já atrapalhava o time desde a Sprint anterior me fez perder o rumo da reunião” disse Gabrielle.
“Não só isso Gabrielle. Por não ter facilitado bem a reunião você acabou comprometendo o bom uso do Scrum e, como você mesmo citou, garantir o uso do Scrum é uma das principais atribuições do ScrumMaster. Além de permitir que um assunto técnico invadisse a reunião, você permitiu que um chicken interferisse no andamento da mesma” - eu disse.
“Puxa, estou me sentido péssima...acho que realmente não sou uma boa ScrumMaster” - lamentou Gabrielle.
“Não é isso, você apenas estava investindo sua atenção para o conhecimento errado (pelo menos para o momento). Para ser uma boa ScrumMaster você deve primeiramente ser conhecedora da arte de remover impedimentos, ser conhecedora em técnicas de facilitação e comunicação, ser conhecedora da cultura da empresa e, tão importante quanto, ser conhecedora de Scrum para saber exatamente o que fazer em cada prática e para enxergar as armadilhas o quanto antes. Ser conhecedora na plataforma de desenvolvimento de seu time será um ótimo plus, mas sem dúvida nenhuma os pontos citados inicialmente são os mais importantes para um ScrumMaster” - conclui.

2. O ScrumMaster facilitador

Élder era ScrumMaster da Essential Systems, uma empresa que fabricava um ERP voltado para a vertical de móveis modulados. Ele havia sido meu aluno em uma turma de Scrum e depois havia me chamado para realizar um coaching de 60 dias na Essential, e agora, 12 meses depois, entrou em contato para me convidar a participar de uma reunião de planejamento do mais importante projeto que ele estava envolvido atualmente. Aceitei o convite de pronto e, como um chicken, fiquei quieto em um canto apenas acompanhando o desenrolar da reunião.
Élder tinha sido um excelente aluno e agora estava claro para mim que ele realmente havia se tornado um grande ScrumMaster. Minha primeira surpresa foi ao constatar que a equipe era muito focada durante as reuniões, a tal “bolinha” para pedir a vez de falar já havia sido apresentada por Élder pelo jeito há muito tempo, pois todos respeitavam a vez de cada um falar e faziam isso de uma forma extremamente natural.
Num momento seguinte, ainda na reunião, Élder interrompeu a apresentação do Product Owner, que estava sendo feita em volta de uma das Features mais complexas do Product Backlog. Ele informou ao time que aquela interrupção estava sendo feita porque ele acreditava que o foco da conversa estava tendo desvios e que o assunto “Impressão de Boleto”, mesmo sendo deveras importante, não estava diretamente ligado àquela Feature. Élder então sugeriu que este tópico fosse colocado em uma área denominada Rat Hole que ele havia criado no quadro-branco, esta área iria conter assuntos importantes a serem discutidos, mas que não estavam diretamente ligados àquela reunião de planejamento. Ao fazer isto ele trouxe a conversa novamente para o foco, mas sem causar o mal que seria gerado caso ele sugerisse abandonar aquele assunto por ser “menos importante”. Uma boa técnica de facilitação.
Na segunda parte da reunião de planejamento o time solicitou a presença de algum especialista de domínio que pudesse explicar-lhes em mais detalhes como deveria ser a página na qual os usuários conseguiriam visualizar toda a movimentação financeira de um ano para um cliente especificado, pois muito já havia sido discutido com muitas “idas-e-vindas” na conversa. Carla, a especialista de negócio, falou durante 20 minutos sobre aquela funcionalidade e pareceu colocar mais interrogações na cabeça do time, que descordou em grande parte do que Carla havia explanado. Élder pediu a palavra e solicitou que Carla e um ou dois membros do time se aproximassem de um grande quadro branco que ficava ao fundo da sala. Reunindo todos lá ele pediu para que tentassem em conjunto desenhar a tal página no quadro branco, de forma com que todos os outros envolvidos na reunião pudessem participar. Cada um desenhava um pouco, apagava um pouco e em poucos minutos conseguiram chegar a um consenso, tendo agora em mãos (ou melhor no quadro) uma tela que havia sido desenhada por todos. Um conjunto de fotos, tiradas através de uma máquina digital, documentou o trabalho. Transformar divergência em convergência, esse é o objetivo da facilitação.
No fim da reunião Élder me chamou para tomarmos um capuccino na área de convivência da empresa e lá chegando ele foi direto ao ponto “Alexandre, que tal, o que achou?”.
“Élder, foi muito bom!” - eu disse, “Você utilizou simples – mas poderosas - técnicas de facilitação e, o mais importante, demonstrou entender perfeitamente qual é o papel do ScrumMaster dentro desta reunião. Além disso o time se mostrou educado e focado, o que com certeza deve ser mérito de sua postura nas reuniões ao longo desses últimos meses. Eles lhe enxergam como um facilitador, como alguém que vai ajudá-los e, por isso, permitem e enxergam sempre com bons olhos a sua entrada no meio de alguma discussão.”
“É verdade Alexandre” - disse ele, “eu percebi que com o tempo e com os resultados que eu ajudava a gerar durante as reuniões, eles passaram a enxergar minha entrada nas conversas como uma saída para a discussão. Certas vezes percebo inclusive que eles param e ficam olhando para mim, como dizendo: por favor, nos salve desse debate.” Élder continuou, “Mas e agora, como aprender mais sobre facilitação? Já li todos os livros sobre este tema e, mesmo sabendo que a boa facilitação parte de ações simples, percebo que preciso aprender mais.”.
“Veja, facilitação, na minha opinião, é uma expansão da habilidade de comunicar. Você só consegue ser um bom facilitador se for um bom comunicador. A facilitação é a arte de tornar mais eficiente a comunicação entre grupos maiores, e quem foi um dos maiores comunicadores de toda a nossa história se não Sócrates? Grande parte das técnicas de facilitação que utilizo hoje em reuniões e retrospectivas foram aprendidas através das lições por ele nos ensinada. Facilitação é uma daquelas habilidades do ScrumMaster que mais está ligada ao lado humano do que ao lado técnico da pessoa .”, conclui.

3. O ScrumMaster líder

João Pedro era Gerente de Projetos de uma das principais empresas de aviação do país quando nos conhecemos a 2 anos atrás. Naquela época eu havia sido contratado como consultor para ajudar a agilizar os processos da empresa, e um dos passos a serem dados envolvia a adoção de Scrum no gerenciamento de projetos. Durante o treinamento que ministrei para todos os gerentes de projetos de lá, João havia se mostrado bastante resistente à idéia do ScrumMaster não possuir poder sobre o time. Lembro dele ter me questionado bastante sobre como ser responsável por algo que não se pode comandar e controlar. Foi bom encontrá-lo novamente em uma conferência sobre gestão de projetos e poder convidá-lo para um almoço.
“Então João, pelo que conversei com o Borges (diretor da empresa) recentemente, parece que Scrum realmente se institucionalizou na empresa. O que você pode me falar sobre isso?” - eu disse.
“Como você sabe muito bem tivemos um trabalho muito duro no início. Mas a boa execução daquele desafiador projeto piloto que você esteve envolvido conseguiu motivar o restante da empresa, tivemos quer criar um Backlog de Projetos – uma espécie de portfólio – para conseguir definir a prioridade de cada e conseguir atender a todos.”, - disse João.
Resolvi expandir a conversa, “Muito bom, me fale um pouco sobre as lições aprendidas, sobre o que aprendeu com o projeto piloto e que conseguiu melhorar nos projeto seguintes?”
“Alexandre, o ponto principal que posso citar foi a questão da postura, percebi a grande diferença entre ser líder e ser gerente. Antigamente, como um gerente de projetos, eu me portava de uma forma que fazia com que os membros do time me enxergassem do lado de fora do círculo. Percebi que eles só passaram a me enxergar como alguém que estava junto com eles dentro do círculo a partir do momento em que mudei minha postura nas pequenas coisas do dia-a-dia.” - disse João.
“Você pode me citar um exemplo de algum fato que tenha deixado isso claro pra você?” - eu disse.
“Olha, certa vez quando estávamos realizando uma reunião de planejamento, eu estava bastante preocupado para que a reunião fosse executada de forma otimizada, então a conduzi de forma a fazer com que o time estimasse e planejasse tudo o mais rápido possível. A conseqüência disso foi que durante a Sprint o planejamento se mostrou desastroso, e eu tive que sugerir o cancelamento da Sprint. Marquei uma reunião com todos – incluindo Product Owner – e expus a situação, falei que o planejamento havia sido fraco e que eu me sentia responsável por isso, por justamente ter forçado o time a acelerar o processo. Eu mesmo me surpreendi com essa minha atitude, pois em outros tempo eu, sinceramente, buscaria um culpado. Para o Product Owner eu diria que o time era inexperiente e se precipitou, para o time diria que o Product Owner não entendia bem do negócio. Faria isso principalmente para que o time não enxergasse minha falha, afinal nada pode ser pior do que ver um gerente seu falhando, certo? Engano meu! Veja que impressionante. Com essa atitude o efeito foi inverso ao que eu imaginava. O time se colocou ao meu lado, dividiu a responsabilidade do erro, e a partir daí poucas foram as vezes em que vimos alguém no time criando desculpas para algum problema ou tentando colocar a culpa em alguém. Vi que aquela minha atitude serviu de exemplo para eles, e a partir daquele momento passei a me sentir um líder de verdade.”, - finalizou João.
“Muito interessante esta experiência João. É esse exatamente o papel do líder, deixar visível que você é igual a todos, tem fraquezas, comete falhas, e por aí vai, mas que está ali para ajudá-los a fazer um trabalho melhor. Não adianta falar de time, tem que sempre apresentar a prova. Se fala que não há indivíduos e sim um time, tem que mostrar como é que se faz isso, porque todos já estão cansados de discursos. Um bom líder tem que produzir energia diariamente, tem que fazer com que todos se sintam realizando o trabalho mais importante do mundo, tem que inspirar a audácia.” - conclui.

4. O ScrumMaster influente

Mário Wernner é gerente de sistemas do Duff Bank. Ele me procurou a alguns meses para atuar como consultor em um projeto de alto-risco que estava a ser iniciado utilizando Scrum. ScrumMaster deste time. Eu o informei que não achava que esta formação fosse a ideal, citei o fato de eu não conhecer a cultura do banco e de não possuir influência em volta de todos os ambientes que iriam estar envolvidos com o projeto. Sugeri a minha participação como coach.
“Mas Alexandre,” disse Mário, “Scrum é algo completamente novo para nós, não vejo ninguém do nosso time que possa exercer este papel. Sem contar que acho completamente arriscado colocar um projeto nas mãos de alguém que ainda não liderou nenhum projeto com Scrum.”
“Mário, justamente por este motivo que estou sugerindo que eu atue como coach, para ajudar o ScrumMaster a seguir pelo caminho correto, ajudá-lo a fazer os desvios necessários e a não cair em nenhuma das armadilhas que surgirão. No entanto, pense no ScrumMaster como alguém que terá que remover os impedimentos do time, esses impedimentos estão espalhados por toda a empresa e seus departamentos, e muitas vezes até fora dela. Agora imagine que um desenvolvedor do time que estarei fazendo parte me fale sobre um impedimento que precisa ser resolvido, é um impedimento burocrático que envolve pessoas de outros departamentos. Quem devo procurar? Como devo fazer a solicitação? Mas tudo bem, com algum pouco de comunicação eu consigo pular estas questões e fazer a solicitação à pessoa certa. Esta pessoa não me conhece, o Duff é enorme eu sou novo aqui...será que eu terei a influência necessária para remover este impedimento da melhor forma possível?”, eu disse.
“Entendo sua colocação, mas ninguém nasce sabendo não é verdade? Acho que você conseguiria aprender como as coisas funcionam aqui num espaço de tempo razoável. Eu poderia colocar ao seu lado algumas pessoas influentes que poderiam lhe auxiliar...” - disse Mário.
“Certo, realmente poderia funcionar.” eu disse, “Mas veja, o que você está me propondo é exatamente o mesmo que eu. A diferença é que eu estou lhe propondo guiar um ScrumMaster seu, e você está propondo colocar algumas pessoas que conhecem a cultura da empresa e tenham influência aqui para me guiar. O que será que é mais complexo: Scrum ou a cultura da sua empresa?” perguntei.
“Hmmm...olhando por essa ótica vejo que você tem razão, é mais fácil eu colocar alguém para ajudar um ScrumMaster do meu time com Scrum do que tentar tornar alguém influente aqui dentro.”
“Exato, além do que eu como consultor sairei da sua empresa ao final do projeto, e você voltará a ter o mesmo problema de antes. E lembre-se, para ser influente não basta ter um alto cargo impresso em seu cartão de visitas, mas sim ter um conhecimento verdadeiro da cultura da empresa e ser bem visto dentro dela”, conclui.

Palavras finais

Mike Cohn, autor de importantes livros sobre abordagens e práticas ágeis, citou em seu artigo “Leader of the band: Six Attributes of a Good ScrumMaster” que as principais qualidades esperadas em um ScrumMaster são: responsabilidade, colaboração, humildade, comprometimento, influência e conhecimento. Note que grande parte destas qualidades está ligada diretamente ao lado humano, e não técnico, de um profissional. Isto vai de encontro com o que foi bastante discutido quando da reunião que originou o manifesto ágil, ou seja, precisamos mais de uma mudança de atitude e comportamento em nossos projetos do que de novos processos e ferramentas, e para esta mudança comportamental – a qual está diretamente ligada com as responsabilidades do ScrumMaster – precisamos mais de alguém com habilidades humanas do que técnicas. É óbvio que é muito interessante quando o ScrumMaster possui um conhecimento técnico suficiente para conversar na mesma linguagem com o time, isto é ótimo pois facilita a comunicação e faz com que o ScrumMaster consiga mais rapidamente ajudar o time, mas de longe suas habilidades humanas, necessárias para conduzir o time à mudança comportamental desejada, são mais importantes.

segunda-feira, maio 26, 2008

Scrummmmm !!!!!

Na última semana (19 a 23) formei mais uma turma de Scrum na Caelum (São Paulo). Mais uma vez tivemos uma semana extremamente excitante com muito debate, dúvidas pertinentes, prática e diversão! É...a gente também se diverte neste treinamento :D
Parabéns a todos os alunos, e boa sorte no início da adoção de Scrum em seus projetos. Vamos ao trabalho...

quarta-feira, maio 21, 2008

Criando um Product Owner de sucesso

Roman Pichler é um dos principais nomes da comunidade Scrum quando o assunto é o papel de Product Owner. Recentemente ele publicou um artigo através do InfoQ chamado "Creating Product Owner Success". Neste artigo ele faz um apanhado sobre este papel e cita pontos positivos e negativos que ele tem enxergado nas pessoas que exercem esse papel. Um dos pontos fortes do artigo é quando Pichler cita "I have observed a strong correlation between an empowered, available and qualified Product Owner and a successful and healthy Scrum project". Vale a pena a leitura.

sexta-feira, maio 16, 2008

Scrum: comportamento e moralidade

Há poucos dias finalizei a leitura de um fantástico livro chamado "A teoria dos sentimentos morais" de Adam Smith. O ano da primeira publicação deste livro é 1759 e é impressionante como seus conceitos filosóficos são totalmente aplicáveis no mundo de hoje. Conheci este livro a partir de sua citação em um outro, agora de economia, chamado "Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta" que também é uma leitura fantástica, mas não tão profundo nas questões morais quanto o primeiro (nem é esse seu propósito).
Nestes livros um dos pontos que acho interessantíssimo é quando os autores traçam um mapa em volta da "trapaça"...o que faz algumas pessoas trapacearem e outras não? Tanto Adam Smith (A teoria...) e Levitt/Dubner(Freakonomics) "provam", no primeiro caso através de estudos filosóficos e no segundo através de dados, que a penalidade moral (dentro do que cada um considera moral) afeta muito mais o ser humano do que a penalidade da ameaça (seja física ou através de leis). Por exemplo, grande parte do fato de haver muito menos crime de rua per capta nas áreas rurais do que nas áreas urbanas, é motivado pelo fato de que um criminoso rural corre mais risco de ser identificado por toda a comunidade, o que o deixará envergonhado.

Levando isto para o nosso mundo de gerenciamento de projetos, chegamos a uma pergunta que sempre me é feita nos treinamentos e consultorias: como penalizar alguém que está fazendo "corpo mole"? Pode/Deve um ScrumMaster chamá-lo "no cantinho" para uma conversa? O que fazer já que não existe "o chefe"? Minha resposta é: se você utilizar bem a sua retrospectiva e for um bom facilitador, você deixará de se fazer essa pergunta logo após a primeira sessão desta reunião.

Encontrei em Scrum a ferramenta perfeita para gerenciamento de projetos, não simplesmente pela sua agilidade, ou pelo processo iterativo. Scrum é muito mais do que isso! Scrum te dá práticas formidáveis para a aplicação do bom comportamento e moralidade dentro do seu time! E é disso que nossos times precisam, como já foi falado no Snowbird Ski quando da reunião que resultou no Manifesto Ágil.
Veja, o que deve ser feito para que um indivíduo, membro de um time, tenha um melhor comportamento na próxima Sprint?
a) Um chefe chamá-lo para conversar;
b) Fazer, dentro de uma sessão de retrospectiva, emergir no time sentimentos que o façam parar para pensar sobre seu comportamento na última Sprint;

Com certeza (os números provam, minha experiência também) a resposta b é a correta. Mas, o que você tem feito em suas retrospectivas para que isso aconteça? Tenho visto dezenas de times utilizando as práticas do Scrum de forma muito superficial, como se fosse um código binário a ser executado. Sua reunião diária está mecânica demais? Você faz restrospectiva e na Sprint seguinte muitos problemas e comportamentos voltam a aparecer? Seu time continua tendo o comportamento de antigamente? É hora de repensar se você realmente está sabendo utilizar as ferramentas que Scrum lhe oferece.

Pense nisso!